Faça seu login. Clique aqui.

Ver todas as lojas




Busca
Dispositivos compativeis! tablet, 7'', pandigital, e-reader, ebook 4gb
Mais Vendidos
Ficção
Não ficção
Auto-ajuda/esoterismo

Cinquenta Tons Mais Escuros

Toda Sua

Cinquenta Tons De Cinza

Cinquenta Tons De Liberdade

Produtos visualizados


MADANG


Editora: Editora Livronovo
Autor: Madalena Lourenço ,
ISBN: 9788562426896
Origem: Portugal
Ano: 2010
Edição: 1

Idioma: Português
Formatos disponíveis: PDF ,

R$ 18.69



Descrição:

Título: MADANG CRÔNICAS RETORNADAS D´ÁFRICA | Autor: Madalena Lourenço | Páginas: 112 | ISBN: 978-85-62426-89-6 | Público-alvo: Geral | Faixa etária: todas | Para adquirir este livro na versão impressa, acesse www.editoralivronovo.com.br | Sobre a obra | Madang - Crônicas retornadas d?África foram escritas em 1999. Narram a vida de uma criança num determinado momento da história entre Angola e Portugal. Não tendo a personagem qualquer consciência politica ou histórica do tempo em que está a viver, a descrição desse período é feita através do confronto e, por conseguinte, da vivência de dois mundos distintos. É nesse microcosmos, nas pequenas coisas do dia-a-dia e no modo de vida de outro país, que a personagem se vai apercebendo que a sua realidade mudou definitivamente. Estas crônicas - e outras sobre o mesmo tema haverá com certeza - abordam o 25 de Abril de 1974 na perspectiva de quem teve que ir, ou voltar, para a Metrópole, e operam assim, na periferia dos compêndios escolares de História. Hoje, 36 anos depois da chegada dos retornados a Portugal, ainda não há estatística exata sobre o número de regressados nessa época; alguns dados apontam para meio milhão de pessoas. | Trecho | "Por volta das quatro da tarde, a mãe vem buscar-me. A Alice e os irmãos vão embora mais tarde. Vou com a mãe passear a pé pela cidade, vamos lanchar, ou vamos à livraria comprar histórias com discos de histórias... Outras ainda, vamos para casa como vamos hoje aqui na Amadora, a atravessar o parque Delfim Guimarães. De repente, a mãe para, larga a minha mão de dez anos e diz admirada: ? Olha, poejos! Corta a ervinha, passa-a junto ao meu nariz e ao primeiro respirar maravilho-me de como um odor pode dar-me tanta alegria. Poejos, mãe! Sente. É de poejo esta fragrância que pelo nariz se instala dentro de nós como um sentimento. Sentes, mãe? Sentes a ribeira, sentes a erva nos pés e os picos dos galhos velhos que já não ferem? Conta-me, mãe, olhas-te como eu vejo agora os amieiros, serão os mesmos dos teus olhos de menina? E corrias? Corrias assim uma das margens da ribeira, a gritar a alegria que não cabe no peito e sai-nos da boca quando corremos para o vento, de braços abertos num abraço interminável onde, por um momento, um impossível momento, ele grato nos concede asas... Também sentiste, mãe?, também voaste? É de poejo, mãe! Este perfume que se ouve no balir de uma chiba feliz a pastar nas margens, são de poejos as nossas alegrias catraias de espontâneos instantes na paisagem desta aldeia." | Sobre a autora (por ela mesma) | Nasci na cidade de Luanda, em Angola, em Junho de 1966. Aos quatro anos de idade, os meus pais puseram-me numa explicação para que dessa forma me familiarizasse com o mundo escolar, que me esperava oficialmente no ano seguinte na escola pública dos Coqueiros. O meu deslumbramento pelas letras começou aos quatro anos, nessa explicação, quando descobri que ao juntar as letras nasciam palavras e que essas palavras escritas, ordenadas, podiam ?falar? o que nós quiséssemos, ao mesmo tempo apercebi-me que as palavras tinham música própria quando resolvíamos brincar com o som delas, assim: vai; cai; ai? Aberta a porta para esse fantástico das letras, ler histórias transformou-se em hábito. Gosto de histórias, de contador de história, de passageiro em transporte público contando uma situação que lhe aconteceu, de idoso que aluga a gente na rua para contar como era o passado. Gosto de história com pessoa de verdade lá dentro.

 
Sobre o Autor:




  FORMAS DE PAGAMENTO:
Formas de Pagamento